Às ondas… do castelo para o mundo

Lisboa, 1842.
Ocupado por instalações militares – incluindo uma penitenciária – o Castelo de São Jorge viria a ter uma importância nuclear na estética da cidade.
O engenheiro militar Eusébio Furtado, ao tempo governador de armas do castelo, ordenou aos presos – chamados “grilhetas”- o calcetamento de parte do pavimento, com pedras calcárias pretas e brancas, às ondinhas. O impacto visual foi de tal ordem positivo que romarias se organizaram para ver o resultado dessa iniciativa, segundo notava o Diário de Notícias. Nascia assim a Calçada Portuguesa.
A segunda experiência – ainda com os “grilhetas” – foi logo numa das praças mais icónicas e emblemáticas da capital, o Rossio, em 1848. O resto é história. A moda partiu daqui para o resto do país e para alguns cantos do mundo, cada vez com técnicas mais apuradas e temas mais complexos.
O curioso é que tal como Lisboa a Calçada Portuguesa começou lá no topo da colina.
Um monumento em bronze nos Restauradores, com figuras em tamanho real, homenageia os calceteiros…sem grilhetas.

Sobre o autor

Carlos Jarnac Graphic Designer, JLL

1980. Terminado o Serviço Militar (com distinção e louvor) em Santa Margarida (felizmente não em Tancos), percorri, com uma pasta cheia de desenhos humorísticos debaixo do braço, vários jornais e revistas. Dois disseram que sim; o extinto jornal desportivo Off-Side e a revista dominical do Correio da Manhã. Era oficialmente cartoonista. Depois o jornal acabou e a colaboração com o CM terminou. 1986. De novo, com uma pasta cheia de ilustrações debaixo do braço, percorri várias agências de publicidade…e uma disse que sim. Era oficialmente criativo publicitário, que durou até 2007, como Director Criativo da ARC, agência do grupo Leo Burnett. Aí, mudei de lado…o lado do cliente, quando entrei para uma nova casa; a Cobertura. Depois todos sabem, fomos comprados e aqui estou, no Marketing da JLL.

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