‘Disruptive’. É isto o Web Summit

Disruptivo vai mais além do que ser revolucionário. Tecnologias revolucionárias melhoram as anteriores, as disruptivas derrubam as anteriores.

No meio da azáfama da multidão, sou abordado por um empreendedor que ao ver o nome JLL no meu crachá, apresentou-se simpaticamente e pediu-me um minuto de atenção para ouvir o seu projeto. Conhecia bem a JLL e o seu projeto tinha a ver com imobiliário. Achei interessante e marcámos um café para o dia seguinte. Com mais tempo apresentou-me num iPad um power point ‘taylor made’ para a JLL com uma excelente descrição do seu projeto. Um projeto que pode ser perfeitamente “disruptive” para a indústria do imobiliário. É este o espírito do Web Summit.

Disruptive. Terá sido a palavra que mais se ouviu no Web Summit de Lisboa. Em português significa disruptivo e é uma palavra que normalmente se utiliza ao lado de tecnologia e inovação.  Disruptivo vai mais além do que ser revolucionário. Tecnologias revolucionárias melhoram as anteriores, as disruptivas derrubam as anteriores. Ubers, bookings, amazons, facebooks, são alguns exemplos sonantes de projetos “disruptive” dos nossos tempos. Projetos que, se ainda não derrubaram, rapidamente vão deitar abaixo os táxis, as agências de viagem, os canais de televisão.

Certamente que neste Summit terão nascido outras tecnologias “disruptive”. Não esperaremos muito para sabermos. Vimos coisas fascinantes, desde máquinas de dinheiro que vão acabar com os multibancos (abypay), meios de transporte terrestres mais rápidos que aviões e que até 2020 vão ligar cidades a 1300km/hora (hyperloop). E muitas outras pequenas grandes ideias que, a muito curto prazo, podem destronar num piscar de olhos vários negócios que hoje parecem muito sólidos.

Foram 52 mil profissionais de todos os quadrantes para debater os desafios colocados pela revolução tecnológica atualmente em marcha num tom muito positivo. Gary Vaynerchuck um gigante do empreendedorismo transmitiu esse tom de entusiasmo às mais de 12 mil pessoas que enchiam o Meo Arena. “Apesar de vivermos numa era em que o negativismo vive em maioria e tem mais voz do que a minoria do positivismo, esta é a melhor era de sempre para se viver, e por isso “stop complaining” porque só os “loosers” à tua volta é que te vão ouvir!”. Vivemos um momento único. Nunca na história da humanidade foi tão possível pôr em prática as boas ideias num tão curto espaço de tempo. Há fundos para investir e uma oferta tecnológica inigualável. Os nossos sonhos podem mesmo tornar-se realidade. No Web Summit foram três dias a pensar grande, onde vimos que de Abu Ahabi ao Dubai vai demorar-se 12 minutos dentro de três anos. Será que na próxima edição vai ser apresentado o primeiro Hostel em Marte?!

Que ano tão bom, tão positivo para Portugal: o país da moda, com recorde de investimento em imobiliário, em turismo, campeões europeus de futebol e uma super organização do Web Summit!

Somos sem dúvida um pequeno mas Enorme País.

Parabéns Portugal !

Sobre o autor

Pedro Lancastre Managing Director | JLL Portugal

Ingressei na JLL como diretor de Capital Markets, em março de 2007. Em 2011 assumi a liderança da JLL Portugal. Licenciado em Gestão pelo Instituto Superior de Gestão, tenho também uma Pós-Graduação em Gestão de Avaliação Imobiliário, da ESAI. Iniciei o meu percurso profissional no setor Bancário, onde permaneci durante quatro anos. No final de 2001, após conclusão da Pós-Graduação, ingressei no setor Imobiliário, primeiro no Departamento de Investimento da CB Richard Ellis, onde permaneci 3 anos, e, posteriormente, na Sonae Sierra, durante cerca de 3 anos, como Diretor Adjunto de Novos Negócios em Portugal.

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