Investimento pode ultrapassar os níveis pré-crise

Partilhado por: Fernando Ferreira
Diretor Capital Markets, JLL Portugal

O ano que passou ficou marcado pelo fim do Programa de Assistência Económica e Financeira, que em muito contribuiu para Portugal recuperar a confiança dos investidores internacionais, resultando num volume de investimento, em 2014, muito superior às expetativas do início do ano.

Este clima de confiança, reforçado pela descida significativa dos juros da dívida da República Portuguesa ao longo do ano, fez com que um conjunto vasto de investidores estrangeiros de natureza e nacionalidade diversa, procurassem investir em Portugal pela primeira vez, tirando partido das boas rentabilidades oferecidas pelo nosso país quando comparadas com outras geografias do mundo.

Há ainda a registar o regresso de transações de centros comerciais e a venda de imóveis parcialmente devolutos, sendo este um sinal claro da confiança dos investidores no crescimento da nossa economia, no aumento do consumo e na expansão das nossas empresas.

O impacto do programa de Autorização de Residências para Atividade de Investimento (ARI), vulgo Golden Visa, além de aumentar muitíssimo a notoriedade de Portugal no outro lado do globo, veio contribuir decisivamente para a regeneração do país, em particular da cidade de Lisboa, através de um conjunto significativo de transações de imóveis realizadas por investidores asiáticos.

Para 2015, as expetativas são muitas.  É de prever que o volume de investimento seja superior ao ano que passou, não sendo, mesmo, de desconsiderar a possibilidade deste vir a ultrapassar os volumes alcançados em 2007, ano em que se registou o maior volume de investimento em Portugal.

Sobre o autor

Fernando Ferreira Head of Capital Markets | Capital Markets

Ingressei na JLL (Lisboa) em 2013, como diretor do Departamento de Investimento, estando há mais de 13 anos ligado ao sector imobiliário, com uma forte experiência em investimento institucional e imobiliário corporativo. Anteriormente, trabalhava na Área de Gestão Imobiliária do Banco Espírito Santo, onde desempenhava funções de responsável pela área internacional e pela área de ativos estratégicos imobiliários. Até início de 2013, e durante cerca de dez anos, integrei a Cushman & Wakefield, onde trabalhei nos departamentos de investimento e de avaliações. Iniciei o meu percurso profissional em 1999, tenho uma licenciatura em Gestão pela Universidade Lusíada e uma Pós-Graduação em Avaliação Imobiliária pela ESAI.

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