O espaço de trabalho ideal: Quando o escritório não é “apenas” um imóvel

A evolução a que vimos assistindo ao longo dos últimos anos nos espaços de trabalho, refletem a atual necessidade das organizações e dos seus colaboradores em promover, essencialmente, uma forte interação humana, um bem-estar generalizado e a partilha do conhecimento. Este, é hoje, o objetivo primordial de qualquer organização.

Contudo, nem sempre foi assim. Numa breve retrospetiva, todos nos recordamos dos escritórios uni estruturados, com um número infindável de gabinetes, ligados por longos e intermináveis corredores, que quase sempre desembocavam numa enorme sala de reuniões.

Mais tarde, os escritórios em open-space, ainda com gabinetes e já com mais salas de reunião, começaram a ser a estrutura mais comum. Hoje em dia os open-space continuam a predominar, mas a evolução do desenho do espaço de trabalho e as prioridades das empresas são diferentes. Isto acontece, sobretudo, porque mudou a forma como trabalhamos e os espaços em que o fazemos devem, também, evoluir.

Atualmente o foco das empresas passou a estar nas pessoas. O seu bem-estar é cada vez mais encarado como uma peça determinante para a produtividade do negócio. Os escritórios deixam de ser apenas um imóvel, e surgem como um espaço de trabalho ágil e flexível que contribui para o sucesso das empresas, melhorando a experiência dos colaboradores, promovendo o aumento da produtividade, e funcionando como fator decisivo na atração e retenção de talentos.

Sem nunca esquecer que cada empresa tem a sua identidade e cultura próprias, o escritório do futuro coloca as pessoas no centro e aposta na inovação. É hoje crucial termos espaços de trabalho inovadores, quer na sua função, quer na abordagem que fazem às necessidades diárias dos colaboradores, sejam elas necessidades de equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, bem-estar físico, de concentração ou de socialização. O escritório atual deve ser um espaço ágil e flexível, adaptando-se ao crescimento de equipas e à criação de novas áreas de negócio. São abolidos a maioria dos gabinetes individuais e, juntamente com os espaços de trabalho em open-space, vemos surgir uma infindável paleta de espaços colaborativos, de concentração e de caracter mais social.

Sabemos hoje que o trabalho é mais produtivo em equipas multidisciplinares e recriamos nos escritórios a mesma multidisciplinariedade de espaços, dando aos utilizadores opções de escolha de acordo com as tarefas que pretendem desempenhar. Pretendemos com isto que os colaboradores se possam afastar do seu posto de trabalho regular, mudar de ambiente ou de perfil de concentração e continuem a realizar as suas tarefas de forma ainda mais eficaz.

Num estudo que a JLL conduziu a nível global junto de grandes multinacionais, foram identificados os cinco tipos de espaços inovadores que os colaboradores mais valorizam:

  • Áreas Sociais (zonas de pausa para café, lounges terraços)
  • Espaços Colaborativos (por exemplo, espaços de co-working, espaços informais e salas de projeto)
  • Áreas de Suporte com Serviços de Apoio especializados (Concierge, TI, lavandaria)
  • Espaços Criativos (salas para brainstorming ou fab-labs para workshops práticos);
  • Espaços de Incubação/Aceleração (ou seja, áreas que permitam aos colaboradores internos e externos desenvolver projetos, utilizando as infraestruturas e apoio da empresa).

A forma como cada empresa aborda e integra este tipo de espaços, e esta nova estratégia, depende sobretudo dos valores e expetativas que pretendem transmitir aos seus colaboradores e do impacto que querem criar na sociedade em geral e mais especificamente na sua área de negócio.
Por isso, o espaço de trabalho ideal é hoje o que combina, de forma equilibrada, todas estas áreas, tendo sempre presente a cultura específica de cada empresa. É com este mote que trabalhamos ao lado dos nossos clientes na construção do (seu) espaço de trabalho ideal! Vamos rumo ao escritório do futuro, sempre com as pessoas no centro das atenções!

Sobre o autor

Rita Pinto Ribeiro Workplace Solutions

Integrei o Departamento de Development Solutions da JLL Portugal em 2016. Atualmente lidero a área de Workplace Solutions cujo objetivo é apoiar os respetivos clientes na definição e montagem da estratégia de mudança dos seus escritórios tanto na adaptação dos espaços como na introdução de novas estratégias e formas de trabalhar. Antes, estive 2 anos na Deloitte, como Project Manager da nova sede em Lisboa e dos escritórios da Deloitte Digital em Lisboa e Porto. Entre 2007 e 2014 integrei a equipa da Temple, onde foi responsável pelo projeto da Sede do escritório de Advogados Miranda em Lisboa e desenvolveu com equipas internacionais como a Hart & Howerton alguns MasterPlans no Alentejo e Algarve e, com o Grupo Banyan Tree o projeto do Hotel & Spa da Marina de Ferragudo. Conclui a minha licenciatura em Arquitetura em 2002.

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